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Na chegada de Akiko Higashimura no Brasil: o velho descaso com a demografia feminina.

Akiko Higashimura é uma célebre autora do mangá feminino. Conhecida pelo seu Josei “Kuragehime” (inédito no Brasil), até o comecinho de 2023, a autora era completamente inédita no cenário editorial dos mangás no Brasil. Isso mudou quando a Devir anunciou “Kakukaku Shikajika” em fevereiro daquele ano em uma live com o Fora do Plástico. Foi comemorado pelo blog, mas também pela comunidade Shoujosei brasileira, já que se trata de uma autora icônica. No entanto, a publicação do mangá aqui vai em um ritmo péssimo, o que é lamentável. Seria em qualquer cenário e com qualquer mangá, mas é ainda mais tendo em vista de que se trata de uma grande mangaka é com uma das obras mais elogiadas da autora (a série é meio que uma unanimidade por onde passa).

Kakukaku Shikajika” (かくかくしかじか) é um mangá escrito e ilustrado pela Akiko Higashimura. A obra, autobiográfica, foi publicada entre novembro de 2011 e janeiro de 2015 na revista Cocohana, da editora Shueisha. A série foi concluída em 5 volumes. A obra venceu o Grande Prêmio do 19º ‘Japan Media Arts Festival‘ em 2015 e do 8º ‘Manga Taisho‘ em 2015. Na França, o mangá ainda venceu o Awards do Manga News, o maior site de notícias de mangá da França na categoria de ‘Melhor Shoujo‘ de 2020. Em maio de 2025, começou a exibição da adaptação em filme live-action no Japão. O filme levou mais de meio milhão de pessoas aos cinemas japoneses! No Brasil, o início da publicação era previsto para abril de 2023, atrasou e foi sendo adiado repetidas vezes. Chegou a ganhar previsão para dezembro de 2023, o que não se concretizou. O mangá foi começar a ser publicado quase um ano depois em novembro de 2024 com o título “blank canvas“. O 2º tomo chegou no mês seguinte, em dezembro/2024 e de lá para cá, mais nenhum volume foi publicado pela Devir.

Não tenho a edição brasileira, então meus comentários sobre o mangá são baseados no que li no volume #1 da edição francesa 🙂


  • História e Desenvolvimento

Esse é um mangá autobiográfico da Akiko Higashimura, que vai pegar o último ano do Ensino Médio e os anos na universidade, período esse que ela conheceu o Kenzô Hidaka, que foi seu professor no cursinho de desenho que ela começou a fazer no último ano do Ensino Médio. Desde o início, a autora, cujo nome verdadeiro é Akiko Hayashi, estabelece alguns pontos importantes para o andamento da narrativa: ela era boa no desenho e só isso, sendo completamente desastrosa em tudo que não fosse desenhar; Ela também tinha apoio da família em desenhar e se tornar mangaka (não é à toa, o irmão mais novo dela, Takuma Morishige, também se tornou mangaka), o que eu acredito ser meio raro já que ser mangakas não é exatamente uma profissão bem-vista; Por fim, a jovem Akiko era muito, muito, mas muuuito egocêntrica e isso vai ser uma coisa importante para a comédia no mangá.

* Agora, eu posso admitir: quando eu tinha 12 anos, eu pensava que eu era uma gênia. Eu estava tão persuadida que pensava que se eu enviasse meus desenhos para a redação da Ribon [revista Shoujo da Shueisha], eu imediatamente ganharia um prêmio e minha carreira estaria lançada. ‘Uma nova estrela de talento excepcional acaba de balançar o mundo dos Shoujos!!!’. ” ‘As investigações da Pequena Detetive’ será publicada em nossa revista! Uma sequência já está prevista!!! Ela bate o recorde de a mais jovem autora a ilustrar uma capa da Ribon e fazer as primeiras páginas coloridas!!! ‘Eu acredito que estamos lidando uma gênia formidável…’ (mestre Yukari Ichijou). Sua nova série ultrapassa o milhão de exemplares vendidos!! Ela é adaptada para anime pelo estúdio Pierrot!! Adaptação em série TV!! Os expectadores estão por toda parte nas rua, garotas usando o mesmo adereço que a protagonista, o ‘lenço pitchoune’!! Ninguém pode parar a febre Pequenina!!”.

O Hidaka é uma figura muito… complexa. Se eu fosse definir ele, seria aquele corte de um vídeo da Isabela Boscov: “É uma pessoa amarga, agressiva, que odeia tudo, odeia todo mundo…”. Não é que ele odeie realmente, mas a personalidade dele, no modo professor, é terrível. Ele grita com tudo e todos, não importa quem seja, que idade tenha. Ele é rigoroso com o método do desenho e minimalista com o detalhe, porque na construção, temos vícios que sequer percebemos, então a maneira com a qual ele ensina (no grito, rs) é na repetição. Ir repetindo o mesmo desenho, várias e várias vezes, para ir refinando a técnica. O ponto é que ele nunca diz que o motivo de repetir o que ele pede é para isso, o que faz com que a jovem Akiko nunca perceba as intenções do professor e acha que ele é apenas um grande carrasco. E para além de tudo, ele ainda fica com uma ‘espada’ de madeira nas mãos, tornando sua figura mais intimidadora e reforçando a agressividade.

Tem uma cena muito boa que a Akiko chega e está lá fazendo o desenho pedido, aí temos um senhor idoso e duas crianças que chegam para desenhar (ele tem que desenhar uma caixa de lenços e as crianças vão desenhar uma espinha de peixe em um prato) e o Hidaka não gosta nem um pouco do andamento e começa a gritar com todo mundo: uma das alunas começa a chorar e ele manda parar; as crianças começam a chorar com a bronca; o idoso vai apagar o rascunho, fica nervoso com a situação e chega a cair sobre a tela. Claro, tudo é muito exagerado para fins de comédia, mas eu ri TANTO com esse caos todo, rs.

* Oh! Ela tá chorando! E vendo seu uniforme, ela vem de um colégio para meninas prestigioso… *
– PARE DE CHORAMINGAR!!
* Yoshiko está chorando também! O vovô forçou tanto sua borracha na tela que caiu junto com seu cavalete! Francamente, era uma atmosfera estranha. Nós ouvíamos ressoar os soluços das meninas… e o tic-tac do relógio…

A jovem Akiko era extremamente egocêntrica e na própria visão, como tinha reforço positivo dos pais e do professor do clube de artes, ela praticamente achava que as universidades iriam implorar para ter ela presente. Ela ia naquela linha de pensamento de “Vou fazer biologia, porque não tem matemática”, só que para desenho, então ela pensava que por ela saber desenhar (e já fazê-lo bem), isso era tudo que ela precisa para passar nas instituições que queria, logo, as notas dela em todo resto eram uma completa desgraça. Ela só não reprovava, por dar uns pulos para tal, incluindo trabalhos de limpeza como forma de castigo. Lendo o mangá, eu só conseguia pensar “Meu Deus, não sejam como a jovem Akiko”, porque ela não fazia nada, dormia nas aulas, não levava nada que não fosse desenho a sério (e até o desenho ela não levava tããão a sério assim…), procrastinava horrores e até quando precisou estudar para valer, e deu um jeito de não precisar estudar de verdade! Tem um capítulo quase que inteiro dedicado a ela aprendendo uma tática de resolver provas de múltipla escolha sem sequer precisar ler as questões (fiquei horrorizado, ao mesmo tempo que é meio genial).

Essa Akiko jovem, egocêntrica, prepotente e até um pouco esnobe (o lado bom, é que ela é o tipo te que não age diminuindo o outro). Ela vai tomar alguns baques de consciência ao longo do volume, enquanto outros leva mais tarde, enquanto dialoga diretamente com o leitor. Um deles é quando achava que vai passar em uma universidade por recomendação de um professor e, no entanto, acaba sendo reprovada, restando-lhe ter que prestar os exames nacionais (o ENEM deles), ainda mais que ela quer passar para uma pública, já que os pais, apesar de apoiarem, não querem ter gastos com mensalidade.

* Minha mente era apenas um campo de flores digno de um Shoujo. Em Miyazaki, meus amigos, meus conhecidos e toda a minha família me encorajava a seguir meus sonhos… e, embalada pelas minhas ilusões, eu vivia uma vida feliz e repleta de alegria. Mas… ele era o único diferente… mesmo estando em Miyazaki, aquele lugar não combinava em nada com a mentalidade local. *
– Nenhuma chance. Se você continuar assim, 100% de certeza que você vai ser reprovada.

Eu gosto como a Akiko expressa que, apesar do jeito duro do professor, existe uma gentileza pelos comportamentos menores, como de preocupação. E dá para ver que o professor realmente acha que ela tem talento. A certa altura do volume, quando a Akiko entrega o formulário com as 3 opções de universidade que ela quer prestar (todas menos concorridas), ele pergunta por mais de uma vez o porquê dela não ter colocado a Universidade de Belas Artes do Tóquio, o que ela diz que não, pois não seria aprovada de qualquer jeito. Nunca é verbalizado que ele acha a protagonista é boa ou que gostaria que ela fosse para lá, mas pela insistência dele com aquela instituição, leva-se a crer que o professor realmente acredita nela e que teria chances de passar lá, embora a própria Akiko Hayashi não acreditasse nisso.

– Hayashi…
– Sim?
– … Diga-me… você realmente não quer tentar [a faculdade de] Belas Artes de Tokyo?
– P-por que você diz isso agora? Eu já mandei meu formulário e eu viajo amanhã!
– … Bom… ok. Boa sorte para Kanazawa.
– Mas eu te disse que minha primeira escolha era a Tokyo Gakugei!
– Ah, sim, verdade. Bah, você deveria tê-lo feito. Bom… vá!

Essa vai acabar sendo uma resenha mais curtinha, porque não tem como eu falar da “história”, porque é a vida da mangaka. O que eu posso comentar é sobre o fio condutor (que é muito bom), sobre a maneira como a autora decide contar a sua história (que é acertada, em especial, na comédia) e no máximo, sobre as reflexões que a autora coloca ao longo da narrativa, como ao fim do volume que, por conta de uma fala de um garoto, ela se sente culpada pelo resultado de um dos exames que ela presta.

Esse é um mangá divertido, com momentos hilários e foi uma delícia ler ele no ônibus enquanto ia para a universidade. E é legal ver esses primeiros passos de uma autora que se viria a se tornar uma das grandes mangakas do mangá feminino atualmente, mas o que acho mais bonito no mangá é que, além de ser uma biografia sobre a jovem Akiko Higashimura, a obra é uma grande homenagem ao professor da Akiko e um grande agradecimento a ele, pois sem sua figura, ela não seria o que é hoje. Ela, ao mesmo tempo que dialoga com o público, conversa diretamente com o seu professor e é lindo ver o carinho que ela tem por ele após todos esses anos. Sou sempre a favor de homenagens e expressar o quanto somos gratos a uma pessoa pelo que quer que seja. Em tempos de individualismo exacerbados, todos contra todos, ter esse tipo de demonstração é rico.

* Eu pensava que você não tinha nada a ver com os gentis habitantes de Miyazaki… mas, talvez.. você fosse um habitante de Miyazaki puro e simples, mais gentil que qualquer outro. Sim, deve ser isso… você sempre foi muito gentil, professor… do contrário, significa que você era um imbecil… um enorme imbecil… não é, professor? *

  • A Autora

Como eu disse, a Akiko Higashimura se tornou uma star do mangá Shoujosei. 2025 marcou o 25º ano de carreira da mangaka que tem uma série de obras importantes e icônicas no currículo. Ela fez sua estreia em 1999 com a história “Fruits Koumori” na edição especial “New Year” da revista Bouquet (que mais tarde, viria a se tornar a Cookie). Em 2000, ela publica “Kisekae Yuka-chan“. A obra nasce como one-shot, mas devido ao sucesso, o mangá se torna série na revista. Diz-se que a obra ainda está em andamento, mas o último volume (11), foi publicado em 2007. No final de 2005, ela começa “Himawari – Kenichi Legend” na revista Seinen Morning (Kodansha), a obra foi publicada até 2010, sendo concluída com 13 volumes. É finalmente no final de 2008 que ela estreia “Kuragehime” (conhecido como “Princess Jellyfish”) nas páginas da revista Kiss, revista Josei da Kodansha. Possivelmente, o maior de sua carreira, a obra foi concluída em 2017, com 17 volumes no total. A série venceu o Prêmio de ‘Melhor Shoujo’ no Kodansha Manga Award, além de ter sido nomeado ao Manga Taisho em 2010. Uma adaptação em anime foi exibida em 2010 em 11 episódios. Na época de 2009, ela chegou a ter 3 mangás em publicação simultânea no Japão.

Capas japonesas de, respectivamente, “Kisekae Yuka-chan” #1, “Himawari – Kenichi Legend” #1 e “Kuragehime” #1

Entre os trabalhos mais recentes, destacamos alguns: “Yukibana no Tora” (uma reimaginação do magnata Uesugi Kenshin (1530-1578) como mulher), publicado entre 2015 e 2020, em 10 volumes (Hibana/Big Comic Spirits; Shogakukan); “Tokyo Tarareba Musume” (sobre uma mulher na casa dos 30 anos sofrendo com a estagnação de sua carreira), publicado entre 2014 e 2017, em 9 volumes (Kiss; Kodansha). Já entre as publicações atuais da autora, chamamos atenção para duas: “Bishoku Tantei Akechi Gorou” (investigação criminal em um contexto gastronômico), em publicação desde 2015 na revista Cocohana (Shueisha) e com 10 volumes lançados; e “Gintarou-san Otanomimousu” (sobre uma mulher encantada com a beleza dos quimonos tradicionais), em publicação desde 2022 também na Cocohana, este está em andamento 9 volumes.

Capas japonesas de: “Yukibana no Tora“#1, “Tokyo Tarareba Musume” #1, “Bishoku Tantei Akechi Gorou” #1 e “Gintarou-san Otanomimousu” #1

Além de “blank canvas” a autora tem uma “linha” de mangás autobiográficos. Entre 2007e 2011, a autora publicou “Mama wa Tenparist” na revista Chorus (Shueisha), mangá em 4 volumes (e um milhão de cópias vendidas no Japão!) que retrata sua vida como mãe solteira mangaka e seu filho, o Gotchan (com todo respeito à Akiko, mas eu acho o filho dela assustador pelo que ela retratou no mangá). No meio tempo da publicação de “Mama”, em 2009, ela publica o volume único “tenparist☆babies” na Super Jump (Shueisha), retratando os dias do Gotchan na creche. Desde 2023, a autora publica “Maru Sankaku Shikaku” na Big Comic Original (Shogakukan), contando com 5 volumes atualmente, e a obra retrata a vida da Akiko com seus amigos quando ela tinha por volta de 10 anos.

Capas japonesas de: “Mama wa Tenparist” #1, “tenparist☆babies” e “Maru Sankaku Shikaku” #1

  • A edição francesa

O mangá foi publicado na França pela Akata entre agosto de 2020 e novembro de 2021 com o maravilhoso título “Trait pour Trait – Dessine et tais-toi !” (Traço por Traço – Desenhe e cale a boca!). Foi publicado no formato 12,8 x 18,2 cm, com capa cartonada e sobrecapa fosca. O mangá tem cerca de 160 páginas, sem páginas coloridas e o papel a gente não sabe qual é, mas é de cor creme (semelhante aos do tipo Pólen que temos no Brasil). A tradução é da Miyako Slocombe. O preço da edição é de 8,05 €. Em breve, subiremos um vídeo mostrando a edição francesa no canal do blog ^^

Quanto à edição brasileira, vou deixar as especificações, mas não posso opinar sobre o material em si (recomendo darem uma olhada no post do BBM para tal): o mangá é publicado no formato 12,5 x 19 cm, com capa cartonada, o papel não se sabe, mas parece algum do tipo Pólen ou Offwhite. O preço de capa de R$ 40,00. A tradução é da Karen Kazumi Hayashida.

Eu queria aproveitar esse espaço para falar algumas coisas: como eu disse, não tenho a edição da Devir. Primeiro que acho o título horroroso e não dialoga em nada com a gente, e vejam como o título é maravilhoso e casa perfeitamente com a obra. E segundo, o descaso da Devir com o mangá me irrita profundamente. Tem coisas que não dependem da editora (como aprovações) e não é novidade esses atrasos da Devir, pelo contrário. É raro quando uma obra com mais de um volume sai com alguma regularidade. E também é sabido que nada da Devir tem uma divulgação realmente.

No entanto, tem coisas que ficam bem claras que são de total responsabilidade da editora, como o fato da Devir não fazer muito pelas suas obras em divulgação e marketing. Quando a gente pensa no catálogo da editora, dos que estão em publicação atualmente, o que temos é: “The Ancient Magus Bride” (Shounen) como o título mais ‘mainstream‘, em uma linha parecida, mas em menor proporção, temos “Bokurano” (Seinen) e no passado, tivemos “Astra – Lost in Space” (Shounen). E praticamente todo o resto está na bolha “cult” da editora, com muitos autores de renome, vide Taiyo Matsumoto, Shigeru Mizuki, o próprio Junji Ito, em um passado recente e por aí vai… “Magus Bride”, “Astra” e “Bokurano” tem adaptações em anime e exceção de “Bokurano”, os outros dois vieram quando o anime estava em voga. Esses autores e mangás da bolha cult, facilmente alcançam o pessoal que consome mais quadrinho ocidental, porque são “autores diferenciados” para esse pessoal.

Agora, e “blank canvas”? Ele não tem um anime e a bolha dos quadrinhos não deu atenção para a série. Como o pessoal médio dos mangás não deu atenção, já que não leem demografia feminina, e o mangá não conquistou o pessoal ‘cult’, lhe restou o esquecimento. Ninguém fala da obra. A gente demorou e demorou bastante para conseguir falar da obra, mas é uma loucura que um mangá dessa qualidade, de uma mangaka tão talentosa, fique apagado e quase que completamente esquecido (e esse é o primeiro mangá de demografia feminina da editora!!!). A editora disse que quando conseguir retomar a série, irá publicar com um ritmo melhor, mas sinto que vai ser algo meio que quase uma desova da série no mercado e tão logo que ela for concluída, será esquecida por todos, incluindo pela própria Devir.


  • Conclusão

“blank canvas” é um mangá extremamente divertido, excelente na maneira como a Akiko Higashimura decide contar sua própria história e bonito na grande homenagem que a série é ao Hidaka. Me deixa feliz ver algum trabalho da mangaka no Brasil (esse é meu primeiro contato com ela, vale dizer), embora ela esteja sendo tão destratada pela editora que a publica. Eu espero que a vinda de “blank” abra portas para mais mangás da autora sendo publicados no Brasil (em especial, os de demografia feminina, como “Kuragehime” e “Tokyo Tarareba Musume”). Só espero que não seja pela Devir, ou caso venham pela editora, que pelo menos recebam um tratamento melhor do que o que está sendo feito com blank canvas.

* Alguns não conseguiam mais suportar a pressão e saíam correndo… *
– Ah! O idiota! Peguem-no!!
* Antes de serem arrastados de volta *

  • Ficha Técnica
  • Título original: Kakukaku Shijikata (かくかくしかじか)
  • Título francês: Trait pour Trait – Dessine et tais-toi !
  • Autora: Akiko Higashimura
  • Serialização no Japão: Cocohana
  • Editora japonesa: Shueisha
  • Editora francesa: Akata
  • Quantidade de volumes: Completo em 5 volumes
  • Formato: 12,8 x 18,2 cm, capa cartonada com sobrecapa fosca
  • Quantidade de páginas: 160
  • Papel: ???
  • Preço de capa: 8,05€
  • Tradução: Miyako Slocombe

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