O BL nasceu no mangá Shoujo e, aos poucos, cresceu de tal forma que hoje em dia, se comporta como demografia, possuindo suas próprias revistas; o Yuri, por outro lado, embora tenha basicamente nascido no Shoujo também, tomou outros rumos em seu desenvolvimento. Enquanto que o BL aos poucos “se isolou” nas revistas BL, o Yuri permanece como gênero, existindo pouquíssimas revistas focadas no Yuri (a Comic Yuri-Hime, da Ichijinsha, sendo nosso maior exemplo atual) e como gênero, ele se espalhou pelas demografias, existindo Yuri no Shounen (Bloom into You), no Seinen (Vampeerz; Adeus, meu Jardim de Rosas), no Shoujo (Gansaku no Dai Juu-ban; as próprias obras da Yuri-Hime, como “Quero te amar até o fim“, são lançadas como Shoujo) e no Josei. Dentro do Josei, podemos citar exemplos como “O cara que estou a fim não é um cara?!” “Tsukuritai Onna to Tabetai Onna“, “Tsumetakute Yawaraka“, “Ohana Holoholo” e a obra que falaremos hoje: “Confins de um Sonho”.
“Confins de um Sonho” foi publicado no Japão sob o título “Yume no Hashibashi” (夢の端々). A obra foi escrita e ilustrada pela Yumi Sudo e foi publicada entre Outubro de 2018 e Maio de 2020 na revista FEEL YOUNG, da editora Shodensha, sendo concluído em 2 volumes. No Brasil, o mangá foi anunciado pela Pipoca & Nanquim em Dezembro de 2022 e lançado como volume único (compilando os 2 volumes originais em um único tomo) em Fevereiro de 2023.

Sinopse: “Kiyoko Ito e Mitsu Sonoda são duas velhas amigas que, aos 85 anos, se reencontram para colocar a conversa em dia. Elas logo começam a pensar no rumo que teriam tomado caso tivessem se apaixonado uma pela outra em uma época na qual o relacionamento entre mulheres não fosse tabu ― e o único destino socialmente aceito de uma mulher não fosse o de se casar com um homem. Porém, Kiyoko sofre de um transtorno neurodegenerativo. Sua mente começa a regredir pelas décadas anteriores, a diferentes fases de encontros e desencontros entre elas, a cada promessa feita e quebrada. Ela volta até setenta anos atrás, quando ambas se conheceram ainda adolescentes, em 1948, na época do pós-guerra. E seu maior medo é se esquecer de Mitsu e de como o amor entre elas quase as levou a uma atitude extrema.”
- História e Desenvolvimento
Por onde começar a falar dessa obra… bem, essa uma história de tragédia e desde o começo, eu acho muito interessante a maneira como a Yumi Sudo decide por orquestrar a história, começando pelo presente das personagens e retrocedendo no tempo a cada capítulo, então conhecemos o estado atual em que as personagens se encontram e vamos voltando no tempo, de forma a conseguir mais e mais peças do quebra-cabeça, entendendo mais do processo que levou cada uma delas a chegar no ponto em que chegaram e os motivos pelos quais arruinaram o relacionamento que tinham. Começamos o mangá em 2018, com a Kiyoko em sua casa. Ela tem 85 anos, tem uma filha, uma neta e já possui até bisneta. A Kiyoko está com um distúrbio neurodegenerativo, o que a faz, aos poucos, perder a memória, ao ponto de não reconhecer a própria neta e achar que ela, na verdade, é sua filha. É num desses dias que a Kiyoko recebe a visita Mitsu, sua amiga e grane amor da sua vida.
A tarde que elas passam juntas não é exatamente do agrado da Kiyoko, que tendo consciência de sua demência senil, não gostaria que a Mitsu a visse daquela forma. Logo de início, a Yumi Sudo estabelece algo muito aterrador que são as doenças neurodegenerativas, sobretudo ligadas à perda de memória. Isso é uma tristeza tanto para quem está ao redor – família e amigos – ao ver o ente querido se “desfazer” bem diante dos olhos e não poder fazer nada, mas principalmente para a própria pessoa, que enquanto tem consciência daquilo, vê a si mesmo nesse processo que é degradante, ligado a esquecer sobre si, mas também sobre as pessoas que você ama, o que toca a Kiyoko é, sobretudo, estar esquecendo a Mitsu, que é quem ela mais amou na vida. A partir disso, começamos uma sequência de capítulos em que voltamos gradualmente nos anos de vida delas.


Antes de começar a navegar pelo passado das duas, é importante destacar que existe um mistério envolvendo o dedo mindinho de uma das mãos de cada uma das duas protagonistas. Ambas perderam o dedo e existe um grande mistério do porquê aquilo aconteceu. A Kiyoko sempre diz que perdeu o dedo durante a guerra, por causa dos bombardeios da época, mas não é claro – à princípio – se aquilo é verdade ou o quanto daquilo é real. Ao adentrar na história, mais perto vamos chegando dos eventos que levaram à perda do dedo e digamos que esse evento é o que conecta as duas de maneira mais íntima, como uma conexão mais forte que poderia haver entre elas e tudo que elas já passaram ao longo dos anos.
Eu sou fascinado por obras que falam de tragédia, principalmente dos amores trágicos. Daqueles que você sabe que estão fadados a não darem certo (um dos meus favoritos é “Kuzu no Honkai“, da Mengo Yokoyari) e neste aqui, a Yumi Sudo já anuncia esse romance como tal. O que vemos é uma sequência de verdadeiros desencontros, de desentendimentos, de dores mal resolvidas, de machucados e feridas abertas por desenontros, de conversas não feitas e assuntos não resolvidos, que vez após vez, capítulo após capítulo, voltam e ressoam nessas personagens, levando cada vez mais a sentimentos de lamentação, arrependimento, tristeza e desesperança.

Esse é um mangá que fala mais diretamente sobre a homofobia, que forçou duas mulheres a seguirem caminhos diferente daqueles que gostariam, as empurrando para grandes vidas de infelicidade longe uma da outra, mas é uma obra que fala sobre a dificuldade que é ser mulher na sociedade. Em muitos momentos, o que a autora retrata aqui, é a existência da mulher como a de alguém que não pode dizer sobre si e tomar decisões por ela mesma. Por exemplo, e um exemplo mais ‘clássico’, sobre a vida da mulher como em função da casa e, posteriormente, da família. Como existia uma grande pressão, desde muito cedo, para que elas se casassem e assim, assumissem uma família. Mesmo quando trabalhavam, esse trabalho era imediatamente interrompido após o casamento, com elas passando a assumir o trabalho doméstico, abdicando completamente de seus sonhos e vontades. E ainda, sobre como não querer se casar era algo muito mal visto, pois a vida da mulher só era vista na sua completude, se acompanhada de um homem e mais do que isso, se acompanhada da família. E embora não existam mais os casamentos arranjados e a pressão por casório seja, de fato, menor, basta pensar um pouco para notar que certas coisas ainda são muito persistentes, especialmente quando vemos uma mulher falando sobre não querer se casar (“Ah, você só não achou o homem certo”) ou pior ainda, quando diz não querer ter filho(s) e nesse caso, sempre apelam para um discurso que vai para uma linha que a vida daquela mulher só estará completa se ela passar pela ‘dor do parto’ (e sempre se destaca a questão da dor).

Outros aspectos que a autora ainda destaca dentro dessa ótica machista e misógina que mulheres estão sujeitas à, posso destacar sobre como a sua figura é vista como um produto ou uma “moeda de troca”. Depois que as personagens perdem o dedinho, elas ouvem pessoas dizendo coisas como “Tadinha, tão jovem, agora terá dificuldade de se casar”, como o dedo a trouxesse um ‘defeito’ e sendo defeituosa, qual seria o homem que iria a querer – da mesma forma, se algum homem quiser, é pela bondade dele. E se está com “defeito”, é descartável. Ou nas relações empregatícias, que mulheres recebem cargos menores ou considerados “femininos”, não recebendo oportunidades para trabalhar nas suas áreas, porque homens não as consideram capazes – ou não permitiriam que demonstrem seu potencial, pois não querem que elas se sobressaiam.
Nesse aspecto do “uso”, mulher é reduzida à “coisa” – daí nascem sentimentos de posse e outros problemas – mas ao vê-las como menores e, somado ao fato do trabalho doméstico ser considerado como “coisa de mulher” e, portanto, de obrigação da mulher – elas abandonam seus trabalhos formais e assumem a casa como o seu “trabalho” -, homens pouco ou nada fazem em casa. Da mesma forma, o trabalho de cuidado e criação dos filhos é delegado à esposa e se algo não sai como querem, a culpa passa a ser da esposa (como por exemplo, o “desvio” que a homossexualidade representa vai ser atribuído como culpa/responsabilidade da mulher). Essa noção do trabalho de cuidado não se entende à “apenas” aos filhos, como outros campos: tem uma cena excelente em que a Kiyoko fala do divórcio do marido quando ela já era idosa, porque quando a sua sogra – mãe do marido – passou a morar com eles por causa dos problemas de saúde (ela estava com uma doença neurodegenerativa), quem cuidava dela era a Kiyoko. O marido não ajuda em nada, pelo contrário, brigava com a mãe quando ela o estressava com os episódios de esquecimento, de forma que todo o trabalho era da Kiyoko, o que ela via como parte do trabalho doméstico. Quando a sogra morreu, ela entendeu que se continuasse daquela forma, ela estaria fadada a continuar cuidado dele por toda a vida.

Aqui em casa, estamos em uma situação bem parecida: a irmã mais velha do meu pai passou a morar conosco em Agosto do ano passado por questões de saúde e, embora legalmente quem tenha responsabilidades sobre ela seja inteiramente meu pai e o irmão mais novo deles, na prática, é minha mãe quem cuida da minha tia. Ela quem dá os remédios, leva nas consultas, cuida das roupas e demais necessidades que ela precise. A demanda de trabalho da minha mãe só tem aumentado nos últimos anos: meu irmão mais novo, embora adulto, tem Síndrome de Down e não consegue se virar plenamente; meu irmão mais velho deixou uma cadela em casa porque a casa dele está em reforma há alguns anos e quem cuida, é a minha mãe (meu irmão deixou até de pagar ração e banho da cachorra); sem falar na limpeza da casa, de roupas, comida e questões médicas que ela tem – trabalhos esses que nunca são reconhecidos pelo meu pai. Mas sempre bom pensar que: o contrário não aconteceria. Se fosse a irmã da minha mãe precisando ficar aqui, meu pai já seria totalmente contra, mas nem é preciso ir muito longe, se fosse minha mãe doente, eu tenho plena convicção que ele não cuidaria dela e se o fizesse em algum momento, seria de forma a culpá-la e responsabilizá-la, enquanto exalta a si como uma “boa pessoa” por cuidar. Isso é o padrão, é o que mais acontece, só ver a quantidade de abandono que ocorre com mulheres doentes e o quão mais altas são as chances de serem abandonadas quando doentes.
E nessa construção, ainda dá para pensar em outras duas coisas: nas mulheres que vieram antes delas, ou seja, nas mãos delas, e sobre como elas veem no casamento e na família, uma extensão delas mesmas. Como viveram em função da casa e dos filhos, é tudo que elas conhecem e a única possibilidade que elas conseguem vislumbrar, tanto para elas mesmas, como para as próprias filhas, que por sua vez, vai ser manifestado como um sinal de “cuidado” e “preocupação”. Em decorrência disso, algumas delas vivem amarguradas consigo mesmas e projetam essa amargura nas filhas, especialmente quando estas não querem aquilo para si. E outra, na figura dos homens, como essas relações se estabelecem de forma muito mais frágil e até mesmo, descartável. O pretendente da Kiyoko quis transar com ela antes do casamento, alegando que por causa do dedo perdido, ela poderia ter algum “problema” com as partes íntimas e, portanto, deveria testar – em resumo, abusou dela.

A homofobia e as pressões sociais que existem nas mulheres e em seus corpos, levaram a separação dessas duas, o que levou a uma vida que é deveras infeliz. Embora tenham tido, sim, alguma felicidade nas vidas que levaram, há um grande sentimento do que poderia ter sido e não foi, aquele eterno arrependimento de um mundo de possibilidades, de um tempo que se foi e não volta, de um certo desejo em, talvez, não terem se conhecido, de uma outra vida que o amor delas fosse possível… Estamos em um tempos muito complexos, com grandes retrocessos nos direitos conquistados, o direto das mulheres sendo questionado em várias partes do mundo, além da grande ascensão da extrema-direita que puxa uma onda de conservadorismo e, por consequência, LGBTfobia. Embora a homofobia ainda seja muito presente – eu mesmo fui agrededido por um homofóbico neste ano -, mas é inegável que tivemos avanços ao longo do tempo. No entanto, como todo direito que é conquistado, ele está passível de ser tomado. Fiquemos atentos e em alerta para que esse tipo de histórica, como retratada em “Confins de um Sonho” – que seguramente ainda continua a acontecer nos dias de hoje – não voltem a ser o “normal” o “padrão” – que é o que acontece em vários outros países que ainda são duros e punitivista conosco.
E como a própria Kiyoko diz: o amor delas transcende o físico, então se na materialidade elas não puderam se encontrar plenamente, que pelo menos no que existe para além do mundo material, um mundo de sonhos, elas possam ser felizes juntas, como sempre desejaram.

Há alguns meses, um mangá me chamou muita atenção: “Senjou no Hito” (線場のひと), mangá em 2 volumes da Marina Lisa Komiya. A obra saiu na revista Torch (Leed) e foi lançado na França em Junho/2025-Janeiro/2026 pela Sakka/Casterman com o título “Les guerres invisibles“. Esse é um mangá que retrata 2 casais LGBTQIA+ (no primeiro volume, um casal de mulheres, e no segundo, um casal de homens) no Japão pós-guerra e meu interesse maior veio quando vi uma entrevista com a autora no Le Figaro, em que ela comentava sobre querer representar essas pessoas e amores queer, cujos traços foram/são apagados da história, mesmo que esses eventos não tenham tanto tempo assim (menos de 100 anos, no caso). Eu vi esse mangá e de certa forma, ele me lembra “Confins de um Sonho”. Eu traduzi a entrevista com a Marina Lisa Komiya e deixo o link para ela abaixo:
*entrevista*
Um pequeno à parte sobre o mercado brasileiro de mangás e a relação das editoras com as obras: o mercado nacional tem um problema quanto a falta de continuidade das obras lançadas no país. Os mangás são lançados pensando no agora, não no médio e longo prazo. Isso significa que para além das vendas precisarem acontecer assim que a obra é lançada (até 3 meses, mais ou menos), a divulgação desses mangás também tem vida útil extremamente curta. Não estou dizendo que vendas em pré-venda não sejam importantes para as editoras. Isso é fundamental, óbvio. O meu ponto é que se o mangá não vende de imediato, ele quase que se torna descartável.
Se o mangá lançado não é um trabalho que já não está estabelecido e/ou que não teve força para se tornar um “clássico instantâneo” no mercado, essa obra está praticamente fadada ao abandono e ao esquecimento. Isso implica que tanto a vinda de mais obras da autora é comprometida, como também, a própria relação da editora com o mangá é prejudicada. Ao vasculhar as redes sociais da Pipoca & Nanquim, no Instagram, a editora fez posts entre Janeiro de 2023 – quando a pré-venda foi iniciada – e Maio/Junho de 2023, em ocasiões como Dia dos Namorados e Mês do Orgulho. Após isso, não vi mais posts dedicados à obra – e mesmo que tenham, foram bem perdidos. É claro, também, que ao lançar novas obras, é difícil dar atenção para tudo, conciliar novos títulos e títulos “antigos” é, sim, muito difícil, mas não deixa de ser triste. E isso não é exclusivo da Pipoca & Nanquim, é algo que acontece com todas as editoras: a Panini lançou “New York, New York” entre Dezembro de 2025 e Janeiro de 2026, e quem fala da obra hoje em dia? Nem mesmo a própria editora; a JBC lança “Não chame de MISTÉRIO” desde meados de 2024 (mais de 2 anos), mas olhem nas redes sociais da editora e vejam quantos posts dedicados à série – que é O Josei mais vendido do Japão atualmente, além de ser aclamado internacionalmente – a editora fez recentemente. Enquanto escrevo esse post (Julho/2026), eu olhei e não achei nenhum dedicado ao mangá em 2026; uma outra editora do mercado tem um grave problema de continuidade MESMO, vide “My Little Monster” há mais de um ano sem ganhar um volume novo e olha que a editora só publicou o PRIMEIRO DE SETE.

E com isso, ainda dá para pensar sobre que tipo de mangá mais sofre com isso: os de demografia feminina. Em geral, são os mangás femininos os que recebem menos atenção da editora, são menos consolidados, muitos não tem um anime popular e dependem quase que exclusivamente do próprio público para fazer com que essas obras vão mais longe e encontrem algum público. Se são obras mais nichadas, como o próprio “Confins de um Sonho”, a sentença já está praticamente dada…
- A Autora
A Yumi Sudo estreou profissionalmente em meados dos anos 2010. Em 2012, ela ganhou um prêmio da Shogakukan na categoria de mangá Seinen com a história “Nirai Kanai“. E em 2013, ela estreia “Ryuuguu no Kyoudai” nas páginas da revista Gekkan! Spirits (Shogakukan), concluindo a obra em 2014, em um único volume. Em 2014, ela vai para a FEEL YOUNG (Shodensha) e publica a coletânea “Midnight Blue“, que reúne sete contos – o último é o que dá nome à obra – em que a autora explora o sentimento de nostalgia, de algo que já foi e não voltará, um tema que se faz presente em “Confins de um Sonho”. Em 2018, ela lança a história “Miyako Bijin Yawa” na FEEL YOUNG (compilada em volume único). E é em 2018 que ela também dá início a “Confins de um Sonho” na FEEL YOUNG, sendo este o maior sucesso de sua carreira. Em Agosto de 2019, a autora publica “Houtai Shoujo Kikan“, uma coletânea de contos Yuri sob o selo da girlsxgarden/GOT, ao mesmo tempo que participou das coletâneas “Avalon” da mesma editora. O trabalho mais recente da autora foi “Mugimoto Sanpo no Suki na Mono“, em 2 volumes, publicado entre 2020 e 2022 na revista Comic Boost (Gentosha) e se trata da adaptação em mangá de um romance de mesmo nome escrito pelo Yoru Sumino (o mesmo autor de “Quero Comer seu Pâncreas“).

- A edição nacional
“Confins de um Sonho” foi lançado pela Pipoca & Nanquim no Selo Drago – o selo de mangás da editora – no formato 15,5 x 22 cm, com capa cartonada e sobrecapa fosca. A edição foi publicada no papel Pólen Bold 90g, com 298 páginas (nenhuma colorida). A tradução foi feita pela Drik Sada. O mangá incluiu um marca página de brinde e o preço de capa foi de R$ 74,90. Em breve colocaremos o vídeo da edição nacional no canal do blog no YouTube.
- Conclusão
“Confins de um Sonho” é um mangá bárbaro (!), muito sofrido e doloroso sobre um amor que não pôde ser realizado em vida, fruto de um processo social, ligado a uma sociedade homofóbica e misógina, que empurrou (e empurra) mulheres para a margem social. É daquelas leituras que eu considero como obrigatórias e que infelizmente, foi um mangá que não recebeu tanta atenção na época do lançamento – embora seja muito celebrado -, seguindo quase que esquecido poucos anos após o seu lançamento no país. Grande recomendação do blog para esta obra!

- Ficha Técnica
- Título original: Yume no Hashibashi (夢の端々)
- Título nacional: Confins de um Sonho
- Autora: Yumi Sudo
- Serialização no Japão: FEEL YOUNG
- Editora japonesa: Shodensha
- Editora nacional: Pipoca & Nanquim
- Quantidade de volumes: volume único
- Formato: 15,5 x 22 cm; capa cartonada com sobrecapa fosca
- Preço de capa: R$ 74,90
- Tradução: Drik Sada
- Compre em: Amazon
