Março marca o Japão com uma data em particular: em 11 de março de 2011 ocorria o que ficou conhecido como a “tríplice catástrofe”, uma tragédia em cadeia com terremoto, seguido de um grande tsunami e um acidente nuclear, que deixou milhares de desabrigados, além de outros milhares de mortos. A tragédia marcou profundamente o Japão e os habitantes de uma região em específico: Fukushima, uma das áreas mais atingidas na tragédia. Nos anos seguintes ao ocorrido, alguns mangakas produziram obras que abordavam o assunto, que era um tabu, e “Daisy” foi um desses mangás.
“Daisy – 3.11 Joshikouseitachi no Sentaku” (デイジー ~3.11女子高生たちの選択~) é um mangá Shoujo escrito e ilustrado pela Reiko Momochi. A obra é parte dos relatos descritos na novel chamada “Pierrot ~Yoake Mae~“, escrita pelos autores Teruhiro Kobayashi, Darai Kusanagi e Tomoji Nobuta, bem como de pesquisas da própria autora com adultos e adolescentes que vivem na região de Fukushima. O mangá foi publicado entre outubro de 2012 e junho de 2013 na revista Dessert (Kodansha), sendo concluído em 2 volumes. A obra é, provavelmente, o primeiro mangá Shoujo a abordar a tragédia, em uma época que era um tabu tocar no assunto e que, de certa forma, se preferia esquecer (e até silenciar) o assunto.

O manga chegou na França pela Akata em 2014 com o título “Daisy – Lycéennes à Fukushima“. Em 2024, 10 anos após o lançamento original do mangá e como parte das celebrações dos 10 anos da Akata, a editora relançou o mangá em um volume único, em grande formato, com páginas coloridas, laminação especial e capa exclusiva para a França. Para falar do mangá, terei por base a edição em volume único. ^^
Antes de falar de “Daisy” em si, é importante um contexto mais aprofundado da catástrofe: Tohoku é a região Nordeste do Japão e ela compreende as províncias de Akita, Aomori, Fukushima, Iwate, Miyagi e Yamagata. No dia 11 de março de 2011, um poderoso terramoto de magnitude (Mw) 9,1 na escala de Richter atingia a região, seguido por diversos outros tremores de magnitude menor, mas ainda assim, destrutivos. Os tremores provocaram tsunamis com altura máxima de ondas de quase 40 metros registados na província de Iwate, provocando destruição total de mais de 123.000 casas e estragos em quase um milhão, 98% delas causados pelo tsunami. Estima-se que o tsunami tenha deixado mais de 450 000 mil pessoas desalojadas, enquanto que 15.899 pessoas morreram, 2.527 desaparecidos e 6.157 feridos. Por fim, por causa do terremoto, várias instalações de centrais nucleares afetadas, dentre elas: Tokai, Higashi Dori, Onagawa e Fukushima Dai-ichi e Dai-ni. A mais afetada dessas centrais nucleares foi a central nuclear de Fukushima Dai-ichi, que perdeu toda a energia da rede elétrica, tendo sido alimentada por geradores a diesel por cerca de 40 minutos. Nesse momento, ondas de aproximadamente 14 metros de altura atingiram o local, danificando muitos dos geradores e colocando em desligamento de todo o sistema de refrigeração. Como consequência, todos os sistemas de instrumentos e controle dos reatores 1 a 4 foram perdidos, o que rendeu uma série de explosões causadas pela libertação de hidrogênio, e que causaram uma extensa fuga de material radioativo. Em poucos dias, os núcleos de três dos seis reatores nucleares daquela central haviam derretido. A contaminação radioativa espalhou-se por uma grande área da região, obrigando à evacuação de milhares pessoas em um raio de 20 km1.

Como mencionei, “Daisy” é, provavelmente, o primeiro mangá feminino a tratar do assunto, em uma época que a tragédia era tratada como velada e que as pessoas, especialmente as que não foram afetadas pela tragédia, apenas queriam esquecer e acreditar que estava tudo bem. Posso dizer que ao longo da leitura, tive momentos de completa perplexidade e indignação diante de algumas situações que a autora retrata no mangá, bem como de emoção e comoção pela maneira como ela expressa os personagens. Para fechar essa pequena introdução, queria dizer que “Daisy” é um mangá que mais traz perguntas do que respostas, mais sugestões e questionamentos do que soluções, o que torna o mangá mais interessante, especialmente por se tratar de uma obra que traz um evento real, ainda que com personagens ficcionais.
Bem, “Daisy” vai girar entorno de 4 personagens: a Fumi, protagonista, a Moé, Ayaka e a Mayu. As quatro são amigas e antes da catástrofe, faziam parte do clube de música e tinham uma banda juntas. Elas são muito amigas e o mangá parte da retomada da vida escolar da Fumi, que demorou mais a conseguir retomar seus estudos, por causa do medo de sair de casa. Logo nas primeiras páginas, a autora retrata bem esse medo e desconforto da personagem, ao mostrá-la saindo com roupas grossas, fechadas e com máscara, somada ao pavor da chuva, que era contaminada pela radiação. Em uma cena que acho bárbara nesse início do mangá, temos a protagonista refletindo sobre a maneira como o governo japonês estava lidando com o acidente nuclear: menos de dois meses depois, o governo e especialistas diziam que naquele nível “o corpo não sofreria danos imediatos”, o que leva a protagonista a se questionar que se não é imediato, significa que poderão haver danos posteriores. Surreal pensar que em um evento de 15 anos atrás, ou seja, ontem na nossa história, ESSE tenha sido o nível de comunicado e orientação dada para a população da região.

Recentemente, tivemos a estreia da série ‘documental’ “Emergência Radioativa“, na Netflix, o que fez com que o incidente que tivemos com césio-137 em Goiânia em setembro de 1987 viesse a tona novamente e ganhasse mais repercussões. Não vou entrar no mérito da qualidade da série, porque não vi e sei que há críticas (muito pertinentes, vale dizer) sendo feitas, mas vejamos. Existe uma distância de quase 25 anos entre o ocorrido no Brasil e essa tragédia no Japão. Foram casos completamente diferentes na maneira como se deram, com um sendo resultado de irresponsabilidade, negligência e falta de conhecimento, e o outro sendo fruto de eventos naturais, mas é uma loucura pensar que em um evento tão recente (15 anos em 2026), tenhamos tido falas tão levianas e de real abandono daquelas pessoas. Durante a pandemia de COVID-19, 5 anos atrás, tínhamos um presidente (e outros governadores) que ativamente desdenhavam da doença e desestimulavam ações e medidas de prevenção e cuidado, o que resultou em mortes na casa dos milhares por dia durante meses. Então não é exatamente uma surpresa, mas que causa espanto ver como assuntos sérios, que envolviam a vida de milhares de pessoas, foram tratados de forma tão horrenda.
E o mangá não para por aí. Nesse começo, tivemos uma retomada da vida escolar da Fumi e as coisas aparentavam estar, mas não demora nem um pouco para tudo ir por terra, isso porque, as coisas são muito mais complexas do que aparentam na superfície e a autora vai “quebrando” cada um das personagens, explorando os traumas e a vida de cada uma por diferentes perspectivas, que elucidam um pouco dos diferentes contextos nos quais a população de Fukushima se viu após toda a catástrofe. Para além das perdas de entes queridos (coisa que não aconteceu com as protagonistas da obra), temos desde pessoas que ficaram sem casa e passaram a viver em abrigos temporários, chegando a permanecer naqueles locais durante vários anos, além de efeitos econômicos, já que Fukushima é uma região ligada ao turismo e à agricultura (arroz, por exemplo) e entre as protagonistas, temos duas personagens nessas situações.

Ao longo do mangá, a autora explora pela personagem da Ayaka, as dificuldades financeiras após a catástrofe. Os pais da Ayaka são donos de uma pousada e depois de todo o ocorrido, a região que era turística se viu completamente sem hóspedes. A falta de visitantes é completamente normal, dado o cenário de acidente radiológico, porém, o ponto é que a população da região recebeu ajuda financeira do Estado para ajudar a manter as famílias, pelo menos até que essas questões fossem sanadas ou pelo menos, minimizadas. Isso vai desencadear uma crise familiar na casa da Mayu pelo risco de falência da pousada e esse tipo de drama familiar, ligado pelo trauma e medo da catástrofe em si, mas também por questões financeiras provocadas pela situação, vai ser evocado na personagem, entretanto para representar um contexto geral e de aflição que atingiu diversas famílias.
Já com a Mayu, a a autora coloca em cena quanto às dificuldades no campo do que era produzido na região. Os pais da Mayu são agricultores de arroz e tinham uma certa fama na região pela boa qualidade da produção. Após a catástrofe, o que viram acontecer é uma queda drástica da venda dos produtos agrícolas produzidos na região, isso no campo mais geral, e especificamente com os pais da Mayu. O que aconteceu foi eles serem tratados como criminosos por pessoas de fora por estar vendendo um “arroz radioativo” e, portanto, perigoso. Acho interessante a forma que a autora coloca uma certa hipocrisia, digamos assim, no discurso que é feito, pois se ventilou coisas como “estamos com vocês”, “apoio/suporte à Fukushima”, mas na prática o que aconteceu foi uma discriminação e exclusão deliberada do povo da região. Ter preocupações quanto à contaminação é normal e plausível, porém o que vemos sendo retratado vai além de um medo mais puro pela radiação e beira uma histeria, mesmo quando haviam dados mostrando que não se tinha contaminação nesses alimentos.

– Leia isso!
* Neste ano, nós não encomendaremos com vocês. Vocês pensaram na saúde dos consumidores? Vender arroz de Fukushima, hoje em dia, é considerado assassinato! *
Essa hipocrisia no discurso e histeria social vai chegar em outros campos e com algumas pessoas, elas vão ser afetadas no campo dos relacionamentos e relações interpessoais, com pessoas tendo preconceito com o povo de Fukushima, os tratando quase como abominações por ‘estarem contaminados com radiação’. Então, novamente, o “estamos com vocês” vai se demonstrar como um discurso vazio ou condicional (no sentido de ter uma distância para a validade do discurso). É surreal o tipo de coisa que a Reiko Momochi mostra ao longo do mangá e os impactos que isso traz para os personagens, desde relacionamentos que são terminados com a desculpa de que a personagem ser quase que ‘contagiosa’ por ser da região.
Outra coisa absurda que a autora denuncia no mangá é que depois do tsunami e acidente nuclear, o governo japonês não enviou equipes de resgate para as vitimas do tsunami por conta da contaminação com material radiológico. As pessoas que poderiam estar vivas ou ter alguma chance de sobrevivência, foram abandonadas e deixadas para morrer. Todas as equipes foram locais e mais do que isso, após a catástrofe em si, não houve envio de equipes para a realização da limpeza dos resíduos. Toda a limpeza da cidade, das casas e mesmo a reconstrução de algumas coisas, foram todas feitas pela própria população local que não tinha equipamento apropriado para lidar com o material radioativo, sendo expostas a grandes níveis de radiação. Tem uma cena bárbara em que a Fumi está indo até um centro que está acolhendo e ensinando as crianças e em uma localidade próxima, antes de entrar, ela encontra alguns senhores, a maioria idosos, fazendo a limpeza de alguns materiais. Ela, então, tenta oferecer ajuda, o que os senhores rapidamente falam para se afastar, pois estava com altos índices de contaminação. As pessoas idosas estavam fazendo trabalho, tentando afastar os mais jovens, na tentativa de evitar com que eles tivessem maiores danos, ou seja, estavam praticamente se sacrificando para tentar tornar as coisas menos piores na região.

Por causa de todos esses sentimentos (medo, ansiedade, raiva…), a autora explora essa afloração de diferentes formas, tanto em manifestações “mais puras”, digamos assim, como na expressão do medo da chuva, ou de sirenes de alerta para possíveis novos tremores e/ou tsunamis, como também pela perspectiva de desesperança do futuro. Muitas dessas pessoas perderam suas casas, outras, mesmo sem ter a casa destruída, não podiam voltar para lá, sequer para buscar suas coisas, por causa dos riscos de exposição à radiação. São pessoas que foram abandonadas pelos seus iguais, considerando outras regiões do Japão, e pelo governo que os deixou à própria sorte e praticamente, para morrer. E só podiam contar com eles mesmos. Nesse sentido, a Reiko Momochi mostra a colaboração entre a própria população vulnerável e os voluntários que ajudavam com alimentação.
A banda das protagonistas vai entrar em cena nesse momento, como uma parte da ajuda solidária. Gosto que, novamente, a autora não é leviana no sentido de colocar elas como um ponto de sinal de recuperação, pelo contrário. A banda entra em cena para evidenciar ainda mais o abandono estatal. Tem cenas tocantes, tanto nesse lado de alívio, mas também do choque das próprias personagens, que não tiveram as suas casas destruídas, ao descobrir que existia um acampamento inteiro de pessoas desabrigadas perto da casa delas e que elas simplesmente desconheciam a existência. Ou seja, mesmo diante da tragédia, existia um certo grau de descolamento da realidade, porque era algo que não atingiu elas naquele ponto. Em todo caso, acho respeitosa a maneira como a mangaka explora esses assuntos, enquanto faz apontamentos sobre a negligência estatal e a vida daquelas pessoas em meio à todas aquelas dificuldades.

Quando digo que essa é uma obra que traz mais questões do que respostas ou mesmo soluções, é por ele ser mais uma obra de denúncia. Em um cenário em que o governo agia ativamente para que aquilo fosse esquecido e, consequentemente, suas vitimas fossem esquecidas, mostrar que não tem nada resolvido, que as pessoas estão sofrendo, que elas estão precisando se virar por elas mesmas, sem auxílio ou suporte do Estado, é algo ‘revolucionário’, a certa altura. É um mangá chocante e dramático pela situação toda. Mesmo não retratando pessoas reais propriamente, são situações que muitos viveram diante de tudo aquilo, em maior ou menor grau, e tudo abordado pela autora com delicadeza.
Falando um pouco da autora, a Reiko Momochi estreou sua carreira de mangaka no final dos anos 1990. Sendo uma autora da Dessert (Kodansha), ela consolidou muito rapidamente como uma autora que explora a complexidade humana e suas questões da contemporaneidade. A sua primeira série é intitulada “Mondai Teiki Sakuhinshuu” (cada volume foi lançado com um título: Itami (いたみ); Himitsu (ひみつ); Memai (めまい); Uwasa (うわさ); Namida (なみだ); Tobira (とびら)), tendo sido publicada entre 1998 e 2022 na Dessert, e se trata de uma série de antologia, em que cada história irá abordar um problema enfrentado pela juventude da época. A série foi um enorme sucesso, vendendo 6 milhões de cópias no total. Entre os trabalhos de destaque da autora, para além de “Daisy”, podemos mencionar as séries “Inochi“, Shoujo em 5 volumes, publicado entre 2008 e 2011 na Dessert, sendo uma obra que aborda temas como luto, vingança, culpa e até redenção. E a outra série que gostaria de chamar atenção é “Otona no Mondai Teiki“, uma série dividida em duas partes, a primeira intitulada “Kawaki” (1 volumes) e a segunda “Sakebi” (2 volume). Elas foram publicadas entre 2018 e 2019 narevista Kiss (Kodansha), o primeiro Josei da mangaka, e retrata histórias para mulheres adultas. “Kawaki” é uma coletânea, enquanto “Sakebi” conta sobre um caso real, de uma mulher vitima de assédio sexual no seu trabalho e contou com a consultoria de Kaori Sato, uma política que foi uma das pioneiras na denúncia pública de assédio no ambiente de trabalho.

“Otona no Mondai Teiki” marcou o último trabalho da mangaka. De lá para cá, a autora não publicou nenhuma nova série, infelizmente, o que nos leva a crer que talvez, ela tenha se aposentado da produção de mangás. Em todo caso, ficamos contentes de poder falar da mangaka hoje, especialmente por seu trabalho não ser conhecido hoje em dia.
Recomendamos “Daisy” enormemente e lançamos o texto, embora tardiamente, no mês e ano que a catástrofe completa 15 anos. Parte da nossa ideia nesta coluna é apresentar obras diversas, que mostrem a diversidade do mangá feminino, mas também é sempre bom e importante lembrar que mangás também são políticos e esse tipo de obra, que o político é mais descarado ou que é o centro narrativo, é sempre importante de se ter em evidência.

Para terminar o texto, queria dizer que essa nova edição francesa traz uma entrevista com a Reiko Momochi feita no final de 2023 pela própria Akata. Estou trabalhando na tradução da entrevista e se tudo correr bem, entre abril e maio eu disponibilizarei a tradução dela no blog! No demais, em breve disponibilizamos o vídeo mostrando a edição francesa em detalhes e segue a lista com as obras recomendadas pelo blog desde 2021! ^^
- A sign of Affection (Yubisaki to Renren);
- À tes côtés (Hananoi-kun to Koi no Yamai);
- Switch me On (Honnou Switch);
- Goodbye my Rose Garden (Sayonara Rose Garden);
- Le Requiem du Roi des Roses (Baraou no Souretsu);
- Perfect World;
- Les Chroniques d’Azfaréo (Azufareo no Sobayounin);
- Sasaki et Miyano (Sasaki e Miyano);
- Ocean Rush (Umi ga Hashiru Endroll);
- Burn the House Down (Mitarai-ke, Enjou suru);
- Good Morning, Little Briar-Rose (Ohayou, Ibarahime);
- Cherry Magic;
- Veil;
- Mon mari dort dans le congélateur (Watashi no Otto wa Reitouko ni Nemutte Iru);
- Canção do Amanhecer (Yoake no Uta);
- Vampeerz;
- Entre nos mains (Kakeochi Girl);
- L’histoire de papa, papa et moi (Boku no Papa to Papa no Hanashi);
- Whispering – Les voix du silence – (Hisohiso -Silent Voice-);
- & (AND);
- Nina du Royaume aux étoiles (Hoshi Furu Oukoku no Nina);
- Don’t Fake your Smile (Niji, Amaete yo.);
- FANGS;
- Rouge Éclipse (Sora wo Kakeru Yodaka);
- Petit requin (Odekake Kozame);
- Et plus si affinités ? (Majime ni Fujun Isei Kouyuu);
- L’amour est au menu (Tsukuritai Onna to Tabetai Onna);
- Gene Bride;
- Enfer et contre toutes (Jigoku no Girlfriend);
- Ton visage au Clair de Lune (Uruwashi no Yoi no Tsuki);
- Remember Me, la magie de l’amour (Shi ni Modori no Mahou Gakkou Seikatsu wo, Moto Koibito to Prologue Kara (※Tadashi, Koukando wa Zero);
- L’Internat des Fleurs (Mejirobana no Saku);
- Home Far Away (Haruka Tooki Ie);
- Como Conheci a Minha Alma Gêmea (Unmei no Hito ni Deau Hanashi);
- Les Noces de l’Or et de l’Eau (Kin no Kuni Mizu no Kuni);
- Mr. Mallow Blue;
- BOYS OF THE DEAD;
- Black Rose Alice (Kuro Bara Alice);
- Goodnight, I love you…;
- La Belle & la Racaille (Sukeban to Tenkousei);
- Ugly Princess (Kengai Princess);
- My Fair Honey Boy (Mizutama Honey Boy);
- Un Comptable à la Cour (Isekai no Sata wa Shachiku Shidai);
- As crianças da minha vida (Anoko no Kodomo);
- Toutes les raisons de s’aimer (Futari de Koi wo suru Ryuu);
1Fonte: Tempo.pt: Japão, 11 de março de 2011: uma tragédia em três atos.
